Não é segredo para ninguém que existem especialistas em genética que se dedicam a criar ou modificar raças de cães. Os traços caninos de personalidade e aparência que são considerados benéficos aos seres humanos são fortalecidos geração após geração por meio do cruzamento de animais, selecionados sob critérios específicos. Só que com o passar do tempo, algumas características ficam desnecessárias, antiquadas ou até mesmo perigosas, fazendo com que a raça desapareça.

1. Cão d’água inglês (English Water Spaniel)

Os últimos representantes dessa raça de caça foram vistos no começo do século 20. Eles eram muito populares entre fãs da caça de aves aquáticas. Acredita-se que a aparência dessa raça inspirou um criador a desenvolver o cão d’água irlandês

2. Bull and terrier

Esse grupo de cães de briga surgiu como resultado da seleção popular. Os apaixonados por rinhas de cachorros não consideravam a aparência física uma característica importante, por isso dificilmente os bull and terrier seriam chamados de bonitos. Sem falar que eles não tinham características muito peculiares, pois eram resultado de uma mistura do antigo bulldog inglês e de diferentes raças de terriers.

3. Turnspit dog

Este “cão-cozinheiro” tinha a função de correr dentro de uma roda, fazendo-a girar para fazer com que o forno da cozinha funcionasse. Por isso, o animal precisava ser resistente, mas ao mesmo tempo compacto, pois as rodas tinham tamanho reduzido. Em meados do século 19 a roda de cozinha deixou de ser usada e a raça foi sumindo gradualmente.

4. Dogo cubano, também conhecido como mastim cubano

Este cão cubano surgiu como resultado do cruzamento entre o antigo buldogue inglês e o mastim espanhol antigo. Eram animais usados na perseguição a escravos fugidos. Após a abolição da escravatura, não havia mais necessidade de continuar reproduzindo esses bichos, que sumiram no começo do século 20.

5. Kurī

Era um cão usado para sacrifícios, como alimento, para caça e companhia. O kurī ocupava um lugar importante na vida dos maori, pois eles iam nas canoas junto com os imigrantes que iam da Polinésia à Nova Zelândia. Mas os colonos europeus levaram consigo uma grande quantidade de diferentes cachorros. Ao cruzá-los com outras raças, provocaram o sumiço do kurī puro no fim do século 18.

6. Hare cão indiano (Hare Indian dog)

Esse descendente de coiotes e de cães de caça que não latiam tinha boas características para caça e para proteção do lar.

Mas no século 19, quando o papel da caça no território ocupado pelas tribos sahtú foi diminuindo, essa raça sumiu por conta da mistura com variedades europeias.

7. Techichi

Era um cão anão que sabia subir em árvores. É um antepassado da raça chihuahua e era muito conhecido no século 15 a.C. Segundo algumas opiniões, os techichi foram domesticados pelos maias. O papel importante desse animal pode ser visto nas tumbas deixadas por aquela civilização: restos mortais de um techichi foram encontrados ao lado do dono mumificado. O cachorro teria a função de ajudar o dono a encontrar o caminho no mundo após a morte.

8. Tesem

O tesem era um cão de caça que hoje só pode ser visto nas obras de arte produzidas no Antigo Egito. Acredita-se que a raça tem ligação com o basenji. Eles tinham patas compridas, orelhas ponturas e uma cauda retorcida.

Fisicamente, lembravam um pouco os galgos atuais.

O desaparecimento e o surgimento de novas raças acontece o tempo todo. Os especialistas são capazes até de recuperar raças que não existem mais. Foi assim que raças como buldogue inglês antigo, lancashire heeler e lundehund.

[Incrível]

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here