Um cientista da Queen’s University of Belfast está liderando uma equipe internacional no estudo de um novo visitante do nosso sistema solar – o primeiro cometa ou asteroide conhecido que nos visitou vindo de outra estrela.

O objeto de rápido movimento, agora chamado de A/2017 U1, foi inicialmente descoberto no dia 18 de outubro no Havaí pelo telescópio PAN-STARRS 1. O professor Alan Fitzsimmons da Faculdade de Matemática e Física da Queen’s, juntamente com colegas no Reino Unido, EUA e Chile, acompanharam usando telescópios poderosos em todo o mundo.

Comentando o projeto, o professor Fitzsimmons disse: “tornou-se quase certo que esse objeto era estranho ao nosso sistema solar. Começamos imediatamente a estudá-lo naquela noite [de uma quarta-feira] com o Telescópio William Herschel, nas Ilhas Canárias e na noite de quinta-feira com o Very Large Telescopy, no Chile”.

Os dados iniciais implicam que é um pequeno objeto rochoso ou gelado que pode ter vagado pela nossa galáxia por milhões ou mesmo bilhões de anos antes de entrar no nosso sistema solar por acaso. O objeto voou pelo sistema solar, passou perto do Sol em setembro e já está indo em direção às estrelas.

Os astrônomos acreditam que provavelmente foi lançado de outro sistema estelar durante um período de formação planetária. Acredita-se que o mesmo processo tenha se desdobrado há 4,5 bilhões de anos em torno de nossa própria estrela, quando Júpiter e Saturno se formaram. Apesar de suspeitar que tais objetos existissem e buscá-los ao longo das últimas décadas, os cientistas nunca viram esse visitante interestelar até agora.

Durante as investigações, a equipe do Professor Fitzsimmons já capturou imagens claras do objeto e obteve dados sobre sua possível composição química.

Meabh Hyland, estudante de doutorado do Centro de Pesquisa em Astrofísica da Queen’s University of Belfast, disse: “É maravilhoso e emocionante ver este objeto passar pelo nosso sistema”.

Mais informações são necessárias para identificar os detalhes exatos de onde o visitante veio e quais são suas propriedades, mas, por sorte, o objeto deve ser visível em telescópios poderosos por mais algumas semanas, permitindo que os cientistas continuem suas investigações.

[ClimatologiaGeográfica]

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here