A China está se organizando para enviar duas missões tripuladas à Lua, sendo uma ainda este ano e a outra em 2018. O projeto terá financiamento do governo e deve ser realizado para “fins pacíficos”, segundo informou a agência estatal Xinhua.

O principal objetivo é explorar o que é conhecido como “lado escuro da Lua”, região que não é visível da Terra e foi fotografada pela primeira vez em 1959, mas nunca visitada por astronautas.

Lado desconhecido da Lua

Quando essa intenção foi anunciada pela primeira vez, em 2016, a estatal afirmou que a nave, chamada Chang’e-4 (em referência à deusa da lua da mitologia chinesa), deve “fazer um pouso suave no lado de trás do satélite para realizar patrulhamento e levantamentos científicos”.

Essa parte não explorada da Lua está afastada da Terra por conta de forças gravitacionais. De acordo com a publicação especializada Science Alert, “o termo ‘escuro’ dá a entender historicamente que não podemos ver ou entender esse lado da lua, em vez dele ser realmente escuro”.

O chefe de exploração lunar da China, Liu Jizhong, reforçou a importância dessa nova viagem espacial: “a missão Chang’e-4 ajudou nosso país a dar impulso de seguir e liderar o campo da exploração da Lua”.

Missões chinesas no espaço

A China mantém outra missão no espaço, a Shenzhou, que pretende criar uma estação espacial permanente para colher com mais facilidade informações da nossa (e de outras) galáxia(s). Pelo menos 9 homens e 7 mulheres chinesas já viajaram ao espaço a bordo dessa missão.

Potência espacial

A primeira missão chinesa ao espaço foi em 2003, quando o astronauta Yang Liwei deu 14 voltas na órbita da Terra entre os dias 15 e 16 de outubro.

Uma das prioridades do atual presidente chinês, Xi Jinping, é fazer da China uma “potência espacial”, slogan muito utilizado pelos Estados Unidos e União Soviética (URSS) no auge da Guerra Fria, nos anos 1960 e 70.

De fato, a China foi a terceira nação a colocar um astronauta no espaço (além de EUA e URSS, hoje Rússia).

Segundo a imprensa chinesa, o governo de seu país gasta o equivalente a R$ 6,5 bilhões por ano com o programa espacial, cerca de 1/10 do investimento dos Estados Unidos na área.

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