A estrela Eta Carinae ficou famosa em 1843, quando o brilho emitido por ela correspondeu ao da estrela Sirius, até então a mais brilhante de todo o céu.  Isso se deu depois de uma explosão, responsável por disseminar uma gigantesca nuvem de poeira, viajando a 2 milhões de quilômetros por hora pela galáxia, chegando numa proporção 500 vezes maior do que o sistema solar. Quando observada por equipamentos que conseguem vencer a nuvem de poeira projetada pela estrela, os cientistas constataram que o brilho da Eta Carinae é 5 milhões de vezes mais intenso que o do sol.

Alguns mistérios ainda intrigam os cientistas que pesquisam essa estrela. Eles não sabem como a estrela é capaz de emitir luz através da fusão nuclear, já que os fenômenos desse tipo acontecem apenas com as supernovas, grandes estrelas que estão para morrer. Outro ponto curioso é que a primeira erupção da Eta Carinae foi desencadeada a mais de mil anos,  fato que foi analisado tendo como base a velocidade de parte da nebulosa que se desloca de forma mais sútil pelo espaço. Essa estrela é tão especial que a cada dois anos alguns pesquisadores se reúnem em um congresso promovido apenas para debater assuntos relacionados a ela. Em 2009, o Brasil sediou um dos encontros.

A Era Carinae só pode ser vista no hemisfério sul, e foi observada pela primeira vez em 1677 pelo astrônomo e matemático britânico Edmond Halley. Os cientistas acreditam que, na verdade, ela seja um conjunto formado por duas estrelas. Uma mais quente e uma mais fria, que apesar disso, brilha com mais intensidade.  Uma terceira característica que torna essa estrela única é a contínua redução da intensidade do brilho. O astrônomo brasileiro Augusto Damineli, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da Universidade de São Paulo (IAG-USP), engrossa o corpo de pesquisadores que o brilho dela se reduz a cada cinco anos. Porém, a teoria só foi aceita a partir de 1997, quando a Eta Carinae apresentou  mesmo uma queda a intensidade do brilho da sua luz. O fato recebeu nova confirmação em 2003.

Os estudos dão conta de que estrelas como se esgotam rapidamente, devido a grande intensidade da luz que produzem ser desproporcional ao tamanho do astro. Espera-se que, no futuro, a Eta Carinae sofra uma explosão se tornando uma supernova ou uma hipernova. Alguns cientistas acreditam que essa estrela pode se torna tão brilhante, depois do fenômeno, que poderá ser vista durante o dia por um observador posicionado na Terra.

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