Cientistas alertam que poderá haver um grande aumento no número de terremotos devastadores ao redor do mundo no próximo ano. Eles acreditam que variações na velocidade da rotação da Terra podem desencadear atividade sísmica intensa, particularmente em regiões tropicais densamente povoadas.

Embora tais flutuações na rotação sejam pequenas – mudando o comprimento do dia em um milésimo de segundo – elas ainda poderiam estar envolvidas na liberação de grandes quantidades de energia subterrânea.

A correlação entre a rotação da Terra e a atividade sísmica foi exibida no mês passado em um artigo de Roger Bilham da Universidade do Colorado em Boulder e Rebecca Bendick da Universidade da Montana em Missoula, apresentado na reunião anual da Geological Society of America.

“A correlação entre a rotação da Terra e a atividade de terremotos é forte e isto sugere que haverá um aumento no número de terremotos intensos no próximo ano”, disse Bilham à Observer Telegraph na semana passada. Em seu estudo, Bilham e Bendick analisaram terremotos de magnitude maiores que 7 que ocorreram desde o ano de 1900. “Os terremotos principais foram bem registrados há mais de um século e isso nos dá um bom registro para estudar”, disse Bilham.

Bilham e Bendick descobriram que existem períodos de cinco anos em que a rotação da Terra desacelera várias vezes e isso foi observado ao longo do último século e meio. Crucialmente, esses períodos foram seguidos por períodos em que o número de terremotos intensos aumentou.

A correlação é particularmente importante porque a rotação da Terra começou uma das suas desacelerações periódicas há mais de quatro anos. “A inferência é clara”, disse Bilham. “No próximo ano, devemos ver um aumento significativo no número de terremotos graves. Até agora, só tivemos cerca de seis terremotos graves. Poderíamos ter 20 por ano a partir de 2018”.

[ClimatologiaGeografica]

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